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Publicada em: 15/07/2009 13:22
Deficiência de Ômega-3 causa 96 mil mortes.

Dartmouth, Canadá - Um novo estudo de pesquisadores da Harvard School of Public Health descobriu que dietas deficientes em ômega-3 causam mais de 96 mil mortes evitáveis por ano nos Estados Unidos.

O estudo “As causas evitáveis de morte nos Estados Unidos: avaliação de riscos comparativos de fatores de risco envolvendo dieta, estilo de vida e metabolismo”, publicado na edição de abril de 2009 da PLoS Medicine, estimou o número de mortes resultante de 12 diferentes causas modificáveis e evitáveis para determinar quantas mortes foram atribuídas a esses fatores.

Dos 12 fatores de risco relacionados à dieta, estilo de vida e metabolismo examinados no estudo, a deficiência de ácido graxo ômega-3 foi listado como o sexto maior assassino de norte-americanos, responsável por 72 a 96 mil mortes evitáveis ao ano. A deficiência de ácido graxo ômega-3 bateu até o elevado consumo de gordura trans, responsável por uma estimativa de 63 a 97 mil mortes ao ano.

“Os números foram chocantes, especialmente devido ao fato de que essas mortes são evitáveis com a suplementação de ômega-3 EPA/DHA”, disse o vice-presidente de marketing e comunicação da Ocean Nutrition Canada, Lori Covert. “Nós sabemos que doses diárias de ômega-3 EPA/DHA podem ajudar em muitas condições, como a doença cardiovascular, e nós estamos comprometidos com o aumento da ciência do consumidor a respeito da drástica deficiência de ômega-3 EPA/DHA na dieta ocidental. Entretanto, este novo estudo valida que o ômega-3 EPA/DHA é mais que apenas uma parte de uma dieta saudável... é uma questão de vida ou morte”.

Pesquisadores recuperaram dados sobre exposições aos 12 fatores de risco selecionados das pesquisas de saúde nacionais norte-americanas e obtiveram informações sobre mortes por diferentes doenças no ano 2005 do U.S. National Health Center for Health Statistics. Eles também usaram estudos publicados anteriormente para estimar quanto cada fator de risco aumentou o risco de morte de cada doença, e aplicaram um modelo matemático para estimar o número de mortes relacionado a cada fator de risco.

O fumo de Tabaco ficou listado como o mais alto fator de risco, com 436 mil a 500 mil mortes evitáveis atribuídas, seguido por pressão sanguínea elevada (372 a 414 mil), obesidade (188 a 237 mil), sedentarismo (164 a 222 mil) e elevado consumo de sal (97 a 107 mil).

Estudos como este têm se tornado cada vez mais importantes nos Estados Unidos e ao redor do mundo, na medida em que os custos com os cuidados com a saúde têm subido bastante. Os responsáveis pelas políticas públicas usam esses estudos para determinar as principais causas da mortalidade nas populações, e então desenvolver e implementar políticas de saúde pública e legislações para ajudar a reduzir a exposição e a prevenir mortes causadas por certos fatores de risco.

Fonte: Natural Products Market Place
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