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Publicada em: 31/07/2009 14:24
Bebidas adoçadas com frutose, mas não as adoçadas com glicose, aumentaram a resistência à insulina e a gordura abdominal em pessoas acima do peso e obesas, afirma estudo.


Todos sabemos que açúcar em excesso não é bom para nós, mas pesquisadores dos EUA descobriram que bebidas adoçadas com frutose, em oposição às adoçadas com glicose, eram significativamente mais propensas a aumentar a resistência à insulina e a gordura abdominal em pessoas obesas e com sobrepeso, levando-as a condições médicas que aumentaram seus riscos de ter um ataque cardíaco ou derrame.

Durante os doze meses de 2005, o americano médio consumiu cerca de 64kg de açúcar extra ao ingerir bebidas não alcoólicas adoçadas: este é aproximadamente o peso de uma mulher americana magra de estatura mediana.

Mas apesar de estudos em animais terem mostrado que comparado com a glicose, a frutose dietética leva ao aumento da resistência à insulina junto com níveis mais altos de colesterol sanguíneo e gorduras, até o momento existem poucas pesquisas equivalentes em humanos.

Durante as 10 semanas do estudo, Havel e colegas mostraram que o consumo humano de bebidas adoçadas com frutose e não glicose pode piorar a sensibilidade do corpo à insulina e a forma como ele lida com a gordura.

Para o estudo, que envolveu 32 homens e mulheres obesos e com sobrepeso em torno dos 50 anos de idade, os participantes passaram duas semanas sendo observados de perto em um ambiente de internação e, em seguida, oito semanas em um ambiente ambulatorial.
Nas duas fases eles ingeriram bebidas adoçadas com glicose (15 indivíduos) ou frutose (17 indivíduos), compreendendo 25% de suas necessidades diárias de ingestão calórica.

Durante as dez semanas totais do estudo, participantes de ambos os grupos ganharam em média a mesma quantidade de peso, mas apenas os do grupo da frutose mostraram um aumento da gordura abdominal.

Além disso, apenas os participantes do grupo da frutose se tornaram menos sensíveis à insulina (o hormônio que controla quanta glicose deve estar na corrente sangüínea) e desenvolveram níveis mais elevados do colesterol total e do LDL ou o colesterol “ruim”.

O grupo da frutose também mostrou níveis mais altos de DNL hepático (gordura produzida a partir do excesso dos carboidratos digeridos) e outros sinais de que seus corpos estavam produzindo gordura de maneira diferente do grupo da glicose.

Os pesquisadores concluíram: “Estes dados sugerem que, especificamente, a frutose dietética aumenta o DNL, promove dislipidemia, diminui a sensibilidade à insulina e aumenta a adiposidade visceral em adultos acima do peso/obesos”.

Fonte: Medical News Today
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