
Novos dados sobre nutrição e doença cardíaca apresentados em um recente simpósio e publicados na edição de Julho do American Journal of the Medical Sciences mostram que a falta de Vitamina D é um problema comum que afeta várias condições de saúde, incluindo pressão sangüínea alta, insuficiência cardíaca e doença isquêmica do coração.
Além disso, de acordo com Suzanne Judd, M.P.H., Ph.D., da University of Alabama em Birmingham e com o Dr. Vin Tangpricha da Emory University, em pacientes com doença cardíaca, a deficiência de vitamina D pode aumentar o risco de pressão sangüínea alta ou morte súbita. “O prospecto de que macro e micronutrientes podem ter uma importante atuação na aparição de doenças no sistema cardiovascular e sua natureza progressiva é, ao mesmo tempo, intrigante e provocativo,” escreve Dr. Karl T. Weber no prefácio do artigo.
Fora isso, durante o simpósio, Dr. German Kamalov e seus colegas fizeram uma apresentação que apontou por que pacientes com insuficiência cardíaca, “especialmente afro-americanos” têm tendência a uma falta de equilíbrio de vários nutrientes. Conforme eles explicaram, com o desequilíbrio existe uma ativação de certos hormônios que levam a inflamações e ao enfraquecimento de tecidos moles e ossos. Eles discutiram aproximações para o reconhecimento deste desequilíbrio nutricional, e sugeriram que um “suplemento de polinutrientes” incluindo cálcio, magnésio, zinco, selênio e vitaminas D, B12 e B1 poderiam potencialmente atuar no gerenciamento da insuficiência cardíaca. Entretanto, conforme aponta o Dr. Weber, apesar das novas evidências, “o papel da nutrição na causa, prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares é amplamente inexplorado. Pesquisas investigativas e dirigidas por hipóteses, conduzidas por uma equipe multidisciplinar de cientistas irão, sem sombra de dúvidas, abrir novas fronteiras e pavimentar o caminho ao identificar remédios simples que poderiam desenvolver a prática de medicina.”
Os principais fatores de risco para baixos níveis de vitamina D incluem: ter idade mais avançada, ser mulher, viver em altitudes baixas, temporada de inverno, pigmentação escura da pele, pouca exposição ao sol, hábitos dietéticos e a ausência de reforço de vitamina D em comidas comuns. Fatores adicionais incluem o aumento da urbanização, onde as pessoas tipicamente vivem e trabalham em ambientes fechados, assim como práticas culturais que encorajam as pessoas a evitar o sol e a usar roupas que cobrem a pele. Indivíduos com fibrose cística ou doença inflamatória intestinal, como a doença de Crohn também são de alto risco.
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